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#57 Aruanius: O chão e as paredes também falam 🦅
Toda superfície pode virar linguagem
Antes de qualquer palavra escrita, o ser humano já contava histórias em paredes. Pintava mão, bicho, caçada, deixava um recado pra quem viesse depois, sem precisar de uma única letra. A gente esquece disso no dia a dia, mas continua verdadeiro: uma parede pintada é sempre uma forma de dizer “existimos aqui, e isso importa pra gente”.
Foi com esse espírito que o piso da quadra do Aruanã ganhou uma arte nova assinada pelo artista Ramon Arzerra. De um lado, um carcará sob o sol, ave que carrega até em uma canção popular brasileira o símbolo de quem não se entrega, “num vai morrer de fome”. Do outro, uma coruja sob a lua, guardiã tradicional da noite e da sabedoria. No meio dos dois, um árbitro joga a bola pro alto, dando início à partida. Não é só decoração, é o nosso chão contando uma história, quem a gente é, dia e noite, sol e lua, o jogo e a vida sempre em movimento.


Dica do Aru: documentário “Cidade Cinza” 🎬
Já que o papo de hoje é sobre pintura, a dica cultural desta edição é o documentário brasileiro “Cidade Cinza” (2013), dos diretores Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo. O filme acompanha grafiteiros brasileiros hoje reconhecidos internacionalmente, como Os Gêmeos, Nunca e Nina, e expõe uma contradição: enquanto o trabalho deles é exposto em museus e galerias no exterior, aqui em São Paulo a própria prefeitura pintou de cinza boa parte desses mesmos grafites nas ruas.
É um contraponto bonito pro nosso momento: aqui no Aru, a arte na parede (e agora na quadra) ganha história e vira parte da nossa identidade.
Onde assistir: disponível no Prime Video e no YouTube Filmes, pra alugar ou comprar.

A arte na quadra do Aruanã: a maior obra do Ramon 🧑🎨
Quem caminha pelo Aru há algum tempo já esbarrou com o traço do Ramon sem nem saber o nome dele. Conhecido como Arzerra, ele é um artista amigo de longa data do acampamento. Foi ele quem desenhou o nosso logo, os grafismos e os bichos e árvores que hoje representam a nossa identidade visual. Já pintou o portão de entrada, o teatro, os brinquedos da piscina e várias paredes pelo acampamento inteiro.
Mas o piso da quadra é, oficialmente, a maior arte que ele já fez pro Aruanã (e, talvez, na vida! 😮). Com um tom lindo de azul de fundo, com desenhos coloridos, ela traz um carcará com o sol de um lado, representando o dia, e uma coruja com a lua do outro, representando a noite. No meio dos dois, um árbitro joga a bola pro alto dando início à partida. Já está inaugurada e pronta pra ser o novo cenário dos jogos e brincadeiras por aqui.
Assista aqui embaixo o vídeo onde o Ramon fala sobre as pinturas dele no Aru. E segue ele lá no insta: @arzerra.
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Obrigado por estar com a gente até aqui. Nos vemos mês que vem!







