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#51 Aruanews: Pise, sim, na grama! 👣
#51 Aruanews: Pise, sim, na grama! 👣
“Não pise na grama.”
Talvez seja uma das placas mais curiosas que existem por aí. Ela aparece em parques, jardins, prédios públicos, às vezes bem no meio de um gramado bonito, verde, aparentemente convidativo. A placa diz para não pisar. A grama parece dizer o contrário.
A ideia por trás disso é conhecida. Pisadas demais estragam o gramado, quebram as folhas, deixam marcas. Para quem cuida do jardim, o objetivo é preservar aquela aparência perfeita, igual a grama do Windows XP.
Mas sempre fico pensando se, em algum momento, a grama foi feita justamente para ser usada. Para receber pés descalços, crianças correndo, gente deitada olhando o céu.
Porque quando a grama vira apenas paisagem, algo ali parece meio fora do lugar.

Caminhando pelo Aru com a Yoda
Eu tenho uma coisa muito séria para dizer sobre o gramado do Aruanã.
Não é qualquer gramado que serve.
Já vi muito lugar por aí onde a grama é alta demais, cheia de falhas, com aqueles tufos duros que espetam o focinho da gente. Fica impossível fazer uma atividade muito importante da vida de um cachorro: rolar.
Aqui no Aru eu faço uma inspeção frequente. Caminho devagar, nariz baixo, avaliando o terreno. Quando vejo que o corte foi bem feito, curto, uniforme, eu já sei que vai dar certo.
Aí começa o procedimento.
Primeiro eu me jogo de lado. Depois empurro o chão com as patas e viro de costas. A grama precisa ser macia, claro, mas também precisa ter aquele ponto certo que dá uma coçadinha boa nas costas. Se estiver muito alta, não funciona. Se estiver muito rala, também não.
Existe uma ciência nisso.
Outro dia eu estava supervisionando o trabalho do pessoal da manutenção e fiquei pensando em uma coisa: tem gente que olha para um gramado bonito e pensa em placa de “não pise”.
Eu olho e penso: “perfeito para rolar”.
E, pelo que eu observo todos os dias aqui no Aru, as crianças também pensam mais ou menos assim.
Woof! 🐾


Dica do Aru: Mestres da Carpintaria 🌳
Às vezes a relação com a natureza aparece nos lugares mais inesperados. Não numa trilha ou numa floresta, mas dentro de um prédio na Avenida Paulista.
A Japan House São Paulo está com uma exposição sobre a carpintaria tradicional japonesa. Ela mostra como artesãos trabalham a madeira de forma tão precisa que as peças se encaixam sem pregos ou parafusos. É um tipo de conhecimento que nasce da observação paciente das árvores, do crescimento da madeira e das formas que a natureza oferece.
No fim da visita fica uma sensação curiosa: a de que, para construir bem alguma coisa, primeiro é preciso entender profundamente de onde ela veio.
📍 Onde: Japan House São Paulo — Av. Paulista, 52
📅 Quando: em cartaz até 5 de abril de 2026
🎟 Quanto: entrada gratuita

A nossa grama é sempre verde… 💚
Fevereiro e março são aqueles meses em que o Aruanã parece mais silencioso à primeira vista, mas por dentro muita coisa está acontecendo.
É tempo de encontros com a equipe, de alinhamentos, treinamentos e conversas que ajudam a preparar o que vem pela frente. Cuidar de quem está aqui dentro também faz parte de cuidar do que acontece lá fora.
Isso não significa que o acampamento tenha ficado vazio. Tivemos eventos, gente circulando e risadas ecoando pelos espaços. Mas, entre uma atividade e outra, seguimos organizando ideias e ajustando caminhos para um ano que promete ser bem cheio.
Também estamos nos preparando para algumas mudanças importantes no espaço. Em breve começaremos reformas no nosso circo e nos campos, melhorias pensadas para deixar esses lugares ainda mais vivos.
Talvez seja por isso que a nossa grama continua sempre verde. Porque antes das corridas, das brincadeiras e dos pés descalços, existe sempre um tempo de cuidado.
E é esse cuidado que prepara o terreno para todas as histórias que ainda vão acontecer por aqui.
– – – 🌍 – – –
Obrigado por estar com a gente até aqui. Nos vemos mês que vem!







