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Seus filhos são parte da Natureza! (e por que a ciência concorda com a gente)
Seus filhos são parte da Natureza! (e por que a ciência concorda com a gente)
Pare por um minuto e tente lembrar da sua infância. É bem provável que suas memórias mais vivas tenham cheiro de terra molhada, joelhos ralados e aquela sensação de liberdade que só o lado de fora proporciona. Mas, hoje, quando olhamos para os nossos filhos, o cenário mudou. Estamos cada vez mais “emparedados” e conectados (com as telas).
Não é só uma impressão nossa. Uma pesquisa recente aponta que 95% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos já são usuários de internet, vivendo grande parte do tempo imersos no mundo digital. Isso acendeu um alerta importante na comunidade médica. Tanto que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou, agora em 2024, um manual atualizado reforçando algo que nós, aqui no Aruanã, vivemos na prática todos os dias: a natureza não é apenas um cenário bonito, ela é essencial para a saúde.
O que é o “Transtorno do Déficit de Natureza”?
Existe até um termo para a falta desse contato: “Transtorno do Déficit de Natureza”. Embora não seja uma doença médica oficial, o conceito criado pelo jornalista Richard Louv descreve perfeitamente os efeitos desse confinamento moderno nas grandes cidades: o aumento da ansiedade, dificuldades de atenção, sedentarismo e até problemas de sono.
A boa notícia? O “remédio” está logo ali, do lado de fora da porta. Os pediatras agora recomendam, no mínimo, uma hora por dia de brincadeiras livres ao ar livre. E os motivos vão muito além de apenas “tomar um ar”. A ciência comprova que esse contato direto reduz o estresse e melhora a coordenação motora. Tem mais: a exposição à luz natural é fundamental para a produção de vitamina D e olhar cenários amplos ajuda até a prevenir a miopia, um problema que tem crescido assustadoramente entre os jovens.
Acampamento educativo: vivendo a natureza na prática

Sabemos que na correria das cidades, entre a escola, o inglês e o trânsito, nem sempre é fácil garantir essa dose diária de verde. É aí que experiências imersivas, como as que promovemos no acampamento, ganham um peso ainda maior. Aqui, a natureza não é visitada; ela é vivida.
No Aruanã, a natureza não está em exposição atrás de um vidro ou em uma lição teórica; ela é o chão, a sombra, o desafio e o refúgio. Ao sair da rotina urbana e dormir fora de casa, a criança passa por uma transformação visível. Longe das paredes, o corpo se movimenta de verdade e a mente descansa do excesso de estímulos digitais.
Desenvolvendo novas habilidades
A maioria dos responsáveis nos procura pensando no entretenimento e na socialização. E isso acontece, claro. Mas seus filhos voltam para casa com algo a mais: as famosas Soft Skills (habilidades comportamentais).
É comum as crianças retornarem com mais autonomia. A vivência prática ensina a resolver pequenos problemas, a trabalhar em equipe e a ter uma postura sustentável real — não porque decoraram uma regra, mas porque viveram o impacto de suas ações no meio ambiente.
Criando guardiões do futuro
Por fim, acreditamos que o maior aprendizado é o vínculo afetivo. Ninguém protege o que não ama, e ninguém ama o que não conhece. Pesquisas mostram que a conexão com a natureza na infância é o caminho mais forte para o engajamento ambiental na vida adulta.
Ao se sentirem parte da natureza, e não algo separado dela, as crianças naturalmente se tornam guardiãs do planeta. Então, que tal começarmos um novo movimento? Quando precisarem de uma dose extra de aventura, lama e céu estrelado, lembrem-se que o Aruanã é, literalmente, a natureza de portas abertas para seus filhos.







