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Aruanews #49 Aruanews: A volta completa (e o que fazemos com ela) 🌎

#49 Aruanews: A volta completa (e o que fazemos com ela) 🌎

9 de janeiro de 2026

#49 Aruanews: A volta completa (e o que fazemos com ela) 🌎

Se formos olhar com a frieza da astronomia, um ano não tem nada de mágico. É apenas uma unidade de medida, o tempo exato que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol. São 365 dias e uns quebrados — aquelas seis horas que sobram e que a gente vai empilhando até virar um dia extra no ano bissexto. Para o universo, a virada do dia 31 para o dia 1º é um instante qualquer, sem fogos de artifício ou promessas.

Mas nós, humanos, não funcionamos apenas com a lógica da órbita. Precisamos do rito. Inventamos o “Ano Novo” porque carecemos dessa linha imaginária que diz: “o ciclo fechou, pode recomeçar”. É a nossa tentativa de organizar o caos, de criar um marco zero para a esperança e para o balanço do que foi vivido.

E é aí que a humanidade se divide.

De um lado, estão os apaixonados pela folha em branco. Gente que sente um alívio físico quando o calendário vira, que adora a segunda-feira, o cheiro de caderno novo e a chance de ser outra pessoa a partir de janeiro. Para esses, a mudança é combustível; o “novo” é sempre melhor que o “velho”.

Do outro, estão os relutantes. Aqueles que olham para a passagem do tempo com desconfiança, que prefeririam que a vida fosse uma linha reta e previsível, e não esse carrossel que nos obriga a descer e subir a cada doze meses. Para quem teme a mudança, o ano novo não é promessa, é ultimato. É o mundo gritando que tudo muda, queira a gente ou não.

A verdade é que a Terra vai continuar girando, indiferente à nossa pressa ou à nossa pausa. O “ano” astronômico cumpre seu papel físico com perfeição. Cabe a nós decidir como vamos preencher essas 365 novas oportunidades (e aquelas seis horas de troco): se com a ansiedade de quem corre contra o relógio ou com a serenidade de quem sabe que, no fim das contas, é tudo uma questão de completar a volta e apreciar a paisagem.


Caminhando com a Yoda

 

Caminhando pelo Aru com a Yoda

Enquanto vocês humanos estavam aí comendo lentilha e pulando sete ondinhas, eu estava aqui no batente. Sim, porque alguém precisava garantir que o Aruanã ficasse em pé durante a reforma.

Confesso que levei um susto. Num dia, a piscina estava cheia; no outro, parecia uma cratera de cimento vazia. Vi uns moços andando lá no fundo (onde geralmente a gente boia) e pensei: “Pronto, secaram a fonte. Vamos ter que beber água da chuva”.

Mas meu faro logo percebeu que não era o fim do mundo, era reforma mesmo. Então, assumi meu cargo de Fiscal de Piscina Sênior. 👙

Minha rotina no recesso foi puxada:

  1. Latir para o caminhão (ele era enorme e fazia um barulho muito suspeito).

  2. Garantir que ninguém deixasse o vinil enrugado (fiquei olhando fixamente para pressionar, porque lona tem que ficar esticadinha).

  3. Fiscalizar se o tom de azul estava aprovado pelo controle de qualidade canino.

Na foto, vocês podem ver a equipe trabalhando sob a minha supervisão rigorosa. Deu trabalho, teve poeira, teve barulho, mas logo vocês verão as fotos de um piscinão novinho.

Podem vir tranquilos que eu já vistoriei tudo. A água voltou, o azul tá brilhando e eu… bom, eu preciso de um descanso, porque ser engenheira de obra cansa a beleza.. Woof! 🐾

 

tirinhas do aru

 

dica do aru

 

Down Quixote

A sugestão de hoje é uma visita a um clássico, mas por uma estrada que você provavelmente nunca percorreu. Em Down Quixote, a obra-prima de Miguel de Cervantes ganha novos contornos, trocando as planícies da Mancha pelas ladeiras históricas de Tiradentes, em Minas Gerais.

A história acontece dentro da cabeça de Diogo, um ator que está ensaiando o texto e vê o mundo se transformar. O filme é fruto de uma construção coletiva de mais de duas décadas, conduzida pelo diretor Leonardo Cortez junto ao grupo de teatro da Adid (Associação para o Desenvolvimento Integral do Down).

São 23 atores com Síndrome de Down em cena, entregando uma performance que não é apenas uma adaptação, mas uma reinvenção. O filme encanta porque traz um olhar original, emprestando ao Cavaleiro da Triste Figura uma humanidade e uma imaginação que renovam o texto de 400 anos.

É uma obra sobre a arte de sonhar e de dar novos sentidos à realidade.

🍿 Onde assistir: O filme está disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play. Vale muito o play!

 

projetos Aruanã

 

Um projeto ousado, cheio de escolhas e bons novos caminhos…

O Aruanã é, por essência, um projeto ousado. Não somos uma escola, não temos o formato de sala de aula, mas assumimos o mesmo compromisso com a transformação. Nossa missão é provocar, fazer pensar e repensar o nosso papel de cidadãos num mundo que muda o tempo todo.

Sustentar esse propósito é uma decisão que renovamos diariamente. E não é uma escolha fácil. Ser fiel à transformação do mundo significa, muitas vezes, adotar hábitos que andam na contramão da conveniência, desafiando o caminho mais curto.

Quando pautamos nossas ações nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, não estamos apenas seguindo uma lista. Estamos definindo nossa postura.

Seja no consumo consciente, na busca por energia limpa, no cuidado com a vida na água e na terra ou na luta contra as mudanças climáticas: tudo isso compõe o que entendemos por educação de qualidade. É um projeto de vida que exige coragem para escolher, todos os dias, o caminho que constrói o futuro, e não o que apenas consome o presente.

Esse projeto é nosso e de todos que vêm para o Aruanã.

 

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Obrigado por estar com a gente até aqui. Nos vemos mês que vem!